“Eu tinha um cachorro preto, seu nome era Depressão” é um curta-metragem que tem como objetivo ajudar a compreender o que verdadeiramente implica a depressão para as pessoas que a sofrem.
⠀Assista o vídeo e comente o que achou. Faz sentido pra você? Estamos juntos nessa ok?
Neste ponto é preciso destacar que a depressão não é uma escolha, e portanto deveríamos trabalhar para evitar os rótulos e o estigma que a acompanham.
⠀A depressão e a ansiedade não são sinônimos de fraqueza. Também não são conseqüência de uma escolha pessoal, não podemos dizer se queremos ou não queremos que nos acompanhem.
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A depressão não é uma escolha, nem um sinal de fraqueza. Não há ninguém que possa decidir sobre esta sentença. Não funcionamos dessa forma, nem temos um botão que ativa a nossa capacidade de nos sentirmos bem ou mal.
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Assim, pode acontecer com qualquer um. De repente, um dia, tudo perde o sentido para nós. Não há nada que nos motive, que nos anime ou que nos faça levantar da cama. O cão preto começa a ficar maior e maior, fazendo com que nos sintamos profundamente tristes e irritados.
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A sua presença nos esgota e nos sufoca, a angústia nos invade e as circunstâncias nos vencem, alimentando o nosso cão preto sem forças nem vontade. Às vezes somos mais conscientes da presença do animal, mas também existe a possibilidade de que em certo momento ele nos de um respiro. Isso não significa que tenha desaparecido.
A instabilidade é a sua especialidade, o que contribui para o isolamento social e emocional.
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Quando o cão preto o acompanha, você pode acabar sentindo que não merece a companhia daqueles que tem ao seu lado, ou que você não é capaz de dar a ninguém o que precisam.
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É comum começar a ver cão preto logo após ter passado por uma perda emocional, uma mudança vital importante ou, simplesmente, um dia qualquer como conseqüência da “gota d’água”.
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Haverá momentos nos quais o cão preto estará mais pesado e outros em que estará mais incontrolável, mas ter a certeza de que permanece ao nosso lado é asfixiante.
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Existem tantos cães pretos quanto pessoas, de modo que nenhum de nós está livre do perigo.
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Portanto, se não conhecemos a depressão em primeira pessoa, devemos ter cuidado ao julgar e fazer comentários ofensivos e críticos sobre as pessoas que a sofrem.
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Obrigado e boa semana!
Valentina Farias
Diretora Instituto Medite


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